O relógio marcava quase três da tarde quando Cecília finalmente desceu do ônibus, o coração batendo forte dentro do peito. A rua elegante, o prédio de vidro espelhado, os carros caros parados na frente — tudo ali parecia gritar que ela não pertencia àquele lugar. Mas mesmo assim, ela entrou.
A recepcionista a reconheceu de outra vez e a deixou subir sem muitas perguntas. No elevador, o reflexo no espelho a encarava de volta. Seus olhos estavam cansados, e as olheiras denunciavam noites mal dorm