O relógio marcava quase quatro da manhã quando Cecília finalmente chegou em casa. O barulho da chave girando na fechadura pareceu ecoar mais alto que o normal, preenchendo o pequeno apartamento com um som que, naquela noite, soou especialmente solitário.
Largou a bolsa sobre a cadeira, chutou os sapatos para um canto e caiu no sofá, o corpo exausto, mas a mente agitada demais para descansar. O coração ainda batia forte, descompassado, como se seu corpo não tivesse entendido que a discussão já h