Quando Enrico desligou o carro já na garagem do prédio, ainda podia sentir o cheiro doce e sutil de Cecília dentro do veículo. Só então notou o brilho da tela no banco do passageiro: o celular dela.
Suspirou, pegando o aparelho. A tela exibia uma única notificação: “Chamada perdida — Mãe”.
Pensou em voltar. Pegar o carro, bater na porta dela e dizer algo sarcástico sobre esquecimentos. Mas já era muito tarde. Talvez ela já estivesse dormindo, talvez não fizesse diferença, talvez fosse só um celu