Leydi Dayane
O prato quase vazio à minha frente já estava frio, mas a conversa com Theodoro era tudo menos morna.
— Eu quero tentar — ele disse, com os olhos cravados nos meus. A voz era firme, mas havia um traço de vulnerabilidade nela, como se ele estivesse apostando tudo. — Não quero fingir que nada aconteceu. Não consigo. A gente... a gente tem alguma coisa, Leydi. Não é só química. É mais.
Suspirei, apertando o guardanapo nas mãos até amassar. Aquilo era tudo que eu queria ouvir. Tudo que