Theodoro Lancaster
A sala de reuniões estava impecável. Um dos salões executivos mais luxuosos da empresa parceira, com paredes revestidas em madeira escura, janelas de vidro do chão ao teto e a vista da orla do Rio de Janeiro entrando como um quadro vivo e deslumbrante.
À mesa, homens engravatados. Pastas abertas, laptops silenciosos, taças de água mineral sem gás e palavras trocadas como se cada sílaba valesse cem mil reais.
Mas eu não estava ali.
Meu corpo, sim — alinhado, rígido, dentro de