O dia amanheceu lento, cinzento, e mesmo com a luz que entrava pela janela, o clima dentro da casa parecia pesado. No quarto, Luíza e Marcos discutiam baixinho, mas firme, o tom carregado de preocupação. Abigail ainda dormia, alheia ao que se passava na casa.
— Marcos, você não pode ficar pressionando a Abigail dessa forma — disse Luíza, cruzando os braços. — Ela não é uma menina que você pode empurrar para a decisão da noite para o dia. Ela precisa respirar, sentir que ainda tem escolha.
— Res