Para Abigail, nos dias seguintes, nada mudou. A febre oscilava, ora cedendo com os remédios, ora retornando na madrugada, arrancando de Marcos e Luíza horas de sono e um medo crescente. Ela continuava deitada a maior parte do tempo, recusando refeições, respondendo pouco e sem ânimo. Cada suspiro parecia pesar no ar da casa, e cada movimento seu carregava um silêncio pesado que ninguém sabia como quebrar.
— Não podemos mais esperar — disse Marcos, num fim de tarde em que a claridade cinzenta i