Por alguns segundos, ninguém se moveu. O ar parecia mais espesso, como se cada respiração custasse esforço. Abigail manteve os olhos fixos em Sérgio — não com raiva explosiva, mas com uma dor silenciosa, profunda, quase impossível de traduzir em palavras. Ele, por sua vez, parecia menor do que de costume, os ombros ligeiramente curvados, como se carregasse o peso de tudo o que não disse a tempo.
Luiza deu um pequeno passo para o lado, deixando espaço, mas sem interferir. Marcos permaneceu parad