Dois dias depois, Sérgio ainda não conseguia se afastar da praça em frente à escola de idiomas. Voltava sempre ao mesmo ponto, como se estivesse preso a um círculo invisível do qual não tinha forças para escapar.
A cada manhã, quando abria os olhos, sentia o mesmo impulso: ir até lá, como se fosse inevitável, como se a simples presença pudesse lhe trazer uma resposta. Caminhava pelas calçadas sem descanso, os olhos varrendo cada esquina, cada rosto que surgia, em busca dela. Era como caçar um f