O silêncio no quarto era quase palpável, quebrado apenas pelo ritmo constante da respiração de Abigail. Ela permanecia deitada, os olhos fechados, mas o corpo ainda tenso, como se qualquer som pudesse despertá-la para uma lembrança dolorosa. Sérgio estava ali, sentado na beira da cama, segurando a mão dela com cuidado. Cada movimento dele era pensado para não assustá-la, cada gesto uma promessa silenciosa de proteção.
O som de duas batidas na porta e da maçaneta girando logo em seguida, chamou