O quarto estava mergulhado na penumbra quando os primeiros gemidos escaparam dos lábios de Abigail. Ela se mexia inquieta, o rosto contraído em agonia, como se lutasse contra algo invisível.
— Não… não… por favor. — murmurava, a voz embargada pelo terror.
Sérgio, sentado ainda na beira da cama, despertou do próprio torpor e se inclinou imediatamente. Tocou de leve o ombro dela.
— Abigail… sou eu, amor. Acorda, tá tudo bem.
Ela não respondia, presa no pesadelo. Ela se debateu mais forte, um solu