O relógio da sala de espera marcava 3h17 da madrugada quando Sérgio voltou a se sentar, o corpo curvado, as mãos trêmulas apoiadas nos joelhos. A sala estava vazia — Marcos e Luíza haviam ido buscar um café que ele recusara. Desde a notícia, não havia conseguido pronunciar uma única palavra.
O médico tinha sido gentil. Comedido. Mas nem toda a delicadeza do mundo suavizaria o que ele disse.
“Perdemos o bebê.”
A frase ecoava como uma sentença que não pertencia à sua realidade. Ele não sabia que