O dia amanheceu silencioso sobre o hospital. A luz da manhã se infiltrava pelas janelas dos corredores, mas não havia paz no andar de Abigail. Do lado de fora, Sérgio e Marcos permaneciam próximos à porta, sentados em cadeiras que rangiam sob o peso da ansiedade. Nenhuma palavra era necessária — cada olhar carregava a mesma esperança: que ela mudasse de ideia, que pelo menos um pequeno gesto permitisse que se aproximassem.
— Ela não vai nos ver hoje — murmurou Marcos, tentando quebrar o silênci