O corredor aos poucos se esvaziava, mas o silêncio que ficou não trazia paz. Sérgio permanecia parado, os punhos cerrados, como se cada fibra do corpo ainda implorasse por continuar a briga. Marcos, ao lado, não soltava seu ombro, receoso de que um novo impulso fosse suficiente para reacender a explosão.
O médico pigarreou, duro.
— Sérgio, você vai ter que responder por isso. — A firmeza na voz dele não deixava espaço para dúvidas. — Não é só uma questão de hospital. É um procedimento sério. A