O Vale Cego respirava como um ser vivo. Cada rajada de vento trazia aromas de terras distantes e memórias antigas que ninguém lembrava ter vivido. Selin, com 11 anos, mas com a presença de alguém que carregava mundos dentro de si, avançava cuidadosamente, sentindo sob seus pés a pulsação do solo. Suas mãos brilhavam com uma leve luminescência verde-dourada, e onde tocava, pequenas flores etéreas surgiam por um instante, antes de se desfazerem no ar.
Aric caminhava logo atrás, os sentidos em ale