Sentei-me atrás da mesa de mogno, o envelope branco entre as mãos como se fosse um presente do destino. Mas eu sabia que nem sempre presentes eram bons. Então poderia, no fim, ser um presente de grego.
Aayush estava de pé perto da porta, com o rosto contido, como sempre. Abri o envelope com a calma de quem já sabia que todas as peças, cedo ou tarde, encaixavam. Havia dias em que eu apreciava esse ritual: a descoberta era sempre um ponto de alavanca.
Li, não falei. Não precisei. O silêncio diz