Mundo de ficçãoIniciar sessãoQue o amor nasce entre pessoas totalmente diferentes umas das outras é real. Mas, o amor pode nascer de uma mentira? Antony é o único herdeiro dos negócios bilionários de sua família, e após a morte de seu pai, descobre uma cláusula um tanto preocupante. Para conseguir acessar a fortuna herdada, ele encontra uma solução um tanto inusitada... casar-se com uma moça desconhecida. Sem muito tempo para procurar, ele escolhe uma jovem meretriz que trabalha no bordel que ele sempre frequenta e com ela firma um contrato. Um ano é o tempo para os dois manterem as aparências, e ele conseguir acessar tudo que é seu por direito, mas será que eles vão conseguir conviver tanto tempo?
Ler maisPamela
A vida gosta de me lembrar que não sou a protagonista de um conto de fadas. Meu “príncipe” veste terno sob medida, tem olhos que enxergam a alma e uma arrogância que me faz querer socá-lo… ou beijá-lo.
Caleb Belmont. O homem que me tira do sério há três anos, desde que virei sua secretária. Ele me testa, me provoca e parece esperar que eu surte e peça demissão. Mas eu preciso desse emprego.
O problema não é o trabalho exaustivo ou as horas extras, e sim o fato de que meu coração dispara sempre que ele passa. Odiá-lo deveria ser fácil, mas toda noite me pego imaginando como seria sentir suas mãos em mim.
Talvez essa obsessão tenha a ver com minha vida em casa. Desde que meu pai morreu, sustento minha madrasta, Flávia, e minha meia-irmã, Valentina. Flávia finge que ainda vivemos no luxo, enquanto Valentina acha que meu trabalho é só uma fase antes de eu "casar com um homem rico".
Mal sabem elas que o único homem rico na minha vida é Caleb Belmont. E ele jamais olharia para mim dessa forma.
Toda manhã, acordo cedo, pego o metrô lotado e chego à Belmont Enterprises antes das oito. Porque se Caleb chegar e eu não estiver lá, o inferno começa.
Hoje não foi diferente.
— Você está atrasada — diz ele, sem nem me olhar.
Eu olhei para o relógio. Faltavam três minutos para as oito.
— Ainda não são oito horas, senhor Belmont — respondi, forçando um sorriso.
Ele levantou os olhos, e eu senti aquela pontada de nervosismo no estômago. Droga. Eu odiava quando ele fazia isso.
— Se você precisa desses três minutos para se sentir melhor, Pamela, tudo bem. Mas da próxima vez, quero você aqui quinze minutos antes.
Assenti, reprimindo a vontade de revirar os olhos.
Caleb voltou a se concentrar nos papéis à sua frente, mas eu continuei parada. Só por um momento, deixei meus olhos correrem pelo contorno do rosto dele. A linha do maxilar, a gravata perfeitamente alinhada. Até o jeito como ele segura a caneta parece sofisticado.
E irritante. Muito irritante.
— Precisa de mais alguma coisa? — ele perguntou, sem erguer a cabeça.
Droga. Fui pega no flagra.
— Não. Vou organizar os relatórios para a reunião da tarde.
Voltei para a minha mesa tentando não parecer nervosa. Como ele conseguia me desarmar desse jeito?
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No final da tarde, quando já estava recolhendo minhas coisas para ir embora, ouvi a voz de Caleb me chamando do escritório dele. Suspirei, já imaginando que meu plano de ir para casa e relaxar tinha acabado.
— Pamela, preciso que você venha aqui. Vamos revisar os balancetes do trimestre.
Revirei os olhos discretamente antes de responder:
— Isso vai demorar?
Ele nem levantou os olhos dos papéis quando disse:
— Provavelmente a noite toda.
Ótimo. Lá se ia meu descanso. Mas, por mais que eu quisesse reclamar, a verdade era que uma parte de mim gostava de estar ali com ele. Mesmo que fosse apenas trabalhando.
— Vou buscar um café — murmurei, tentando me manter focada.
***
O som do teclado preenchia o escritório silencioso, as luzes suaves lançavam um brilho quente sobre a mesa de madeira escura. Eu tentava manter o foco no relatório à minha frente, mas cada movimento de Caleb à minha esquerda era uma distração perigosa.
Seu perfume amadeirado se misturava ao ar-condicionado frio, criando um contraste que fazia minha pele arrepiar. Ele estava concentrado, as mangas da camisa dobradas até os cotovelos, revelando os antebraços fortes. Eu deveria estar trabalhando, mas meu olhar insistia em deslizar até suas mãos grandes, os dedos ágeis girando uma caneta entre eles.
— Pamela... — Sua voz soou baixa, rouca, carregada de algo que fez um calor subir pela minha espinha.
Levantei os olhos e encontrei os dele me observando com um brilho intenso. Um arrepio percorreu meu corpo quando ele se inclinou levemente para mim, um sorriso de canto desenhando-se em seus lábios.
— Você está me ignorando de propósito? — ele provocou, sua voz cheia de malícia.
Meu coração disparou. O ar ao nosso redor ficou pesado, carregado de uma tensão que parecia prestes a explodir. Tentei responder, mas minha boca estava seca. Caleb estendeu a mão e deslizou um dedo pelo meu pulso, traçando um caminho que incendiou minha pele.
Eu deveria recuar. Eu deveria dizer alguma coisa. Mas ao invés disso, fiquei ali, paralisada pelo desejo.
Ele se aproximou ainda mais, até que seu joelho roçou o meu sob a mesa.
— Você está tremendo, Pamela — sussurrou, seu hálito quente roçando minha orelha.
Minha respiração ficou presa na garganta. Caleb levou a mão ao meu rosto, os dedos deslizando pela minha bochecha antes de traçar a linha do meu maxilar. Era um toque leve, mas fez meu corpo inteiro reagir.
— Está fugindo de mim? — ele murmurou, seus lábios quase tocando os meus.
Minhas mãos se agarraram à mesa, tentando encontrar algum resquício de sanidade. Mas então, ele inclinou o rosto e roçou os lábios nos meus em um beijo provocante, um teste para ver se eu resistiria.
Não resisti.
O beijo se aprofundou, seus lábios se movendo sobre os meus com uma urgência que me deixou tonta. Ele segurou minha cintura e me puxou contra si, meus seios pressionados contra seu peito firme.
— Você quer isso tanto quanto eu, não é? — Caleb sussurrou contra minha boca, sua voz baixa e carregada de desejo.
Eu não respondi. Não precisava. Meu corpo já dizia tudo.
Suas mãos deslizaram pelas minhas costas, puxando minha blusa para cima. Ele queria mais. E eu também.
De repente, eu estava sentada na mesa de Caleb, suas mãos firmes afastando minhas pernas, seus lábios explorando cada centímetro de pele disponível. O mundo lá fora não existia mais. O trabalho, as obrigações, tudo se apagou.
Meus gemidos baixos preenchiam o escritório, a maneira como ele me tocava fazia minha mente girar. Eu queria mais, muito mais...
— Pamela!
A voz firme de Caleb ecoou pelo escritório.
Meus olhos se abriram de súbito, e o ar me escapou dos pulmões.
Eu estava sentada na cadeira, o relatório ainda em minhas mãos, e Caleb me encarava com uma expressão confusa.
— Você está bem? Eu te chamei umas três vezes.
Meu rosto esquentou na hora. Deus, eu estava no escritório dele. Tive uma fantasia erótica com o meu chefe enquanto trabalhávamos.
— S-sim — gaguejei, limpando a garganta e tentando parecer normal.
Caleb arqueou uma sobrancelha, claramente duvidando.
— Tem certeza? Você parece... distraída.
Se ele soubesse.
Ajeitei a postura e fingi concentração no relatório, enquanto meu coração ainda martelava no peito.
O problema era que, depois daquilo, eu sabia que não conseguiria olhar para ele do mesmo jeito outra vez.
As mãos de Antony tocaram a bela cintura de Beatriz, esse simples toque fez os jovens se arrepiarem. E ao som de uma melodia calma, eles começaram a dançar. Antony encostou seu rosto no dela, fazendo carícias com sua barba recém crescida, e Beatriz reagia a suas carícias, entrelaçando seus dedos nos sedosos cabelos do rapaz.— Eu quero te pedir desculpas. Não só pela última vez que nós vimos no Rio, mas também por tudo, por ter te colocado no meio daquele contrato idiota.— Não foi idiota, foi ... foi um aprendizado. E sim, eu te desculpo, na verdade, já te desculpei há muito tempo, nem se eu quisesse, conseguiria guardar rancor de você, Antony!— Você ainda continua sendo a única mulher que amei em toda minha vida. Os olhos do rapaz estavam fixados no rosto da jovem.— Mesmo depois de tanto tempo ? Ela perguntou soltando um sorriso de canto.— O tempo nunca foi a cura. Vez em outra, me encontro lembrando dos seus lábios, dos seus beijos e me vejo preso em um passado, um passado que a
— Tia, hoje quero te levar a um restaurante maravilhoso que vi hoje, enquanto caminhava por aí. Disse Antony, assim que chegou no quarto onde sua tia estava hospedada. — Até que enfim apareceu,não te vejo desde ontem. Já arrumou um rabo de saia? — Sempre tia. Ele sorriu com malícia. — Antony,quando penso que se aquietou.. — Vá se arrumar,daqui a uma hora passo aqui para te buscar. — Hum… Tá bem. — Então tá bom, daqui a pouco volto. — Espera! — O que foi? — Você está diferente, parece,hum… muito contente. Esse sorrisão de orelha a orelha tem algum motivo especial ? A noite de ontem foi boa assim foi? — A noite não, mas o dia… Tia, foi mais que perfeito. — Eita,não vai vim com jantarzinho para impressionar suas ficantes não, que eu nem vou. — A senhora não começa não. Beijos,vai lá se arrumar e fique mais linda ainda. Te encontro mais tarde. Ela desconfiava que ele a usaria para impressionar alguma menina boba que havia conhecido na noite anterior, a decepção de não ter enc
— Ai Beatriz!!! Antony levantou-se de supetão. — Vai ficar aqui até quando? Beatriz mais uma vez ignorou a pergunta. — Até semana que vem, eu acho. — Ah… — E você não pensa em voltar para o Brasil? — Bom, acho que não. Não deixei nada lá, não tenho família, amigos… além de ser lembrada como a meretriz, ex esposa do herdeiro da família Belutti, um título que não tenho muito orgulho. — Foi tão ruim assim ser minha esposa ? — Você entendeu né? — Sim, claro. Mas da forma que fala e que foi embora, parece que foi muito pior.— Passei por mals bocados por assinar aquele contrato.— Só tem coisas ruins a lembrar?— Claro que não! As viagens, as festas, você... me proporcionaram bons momentos, não posso negar.Antony sorriu, um pouco envergonhado, um pouco contente.— Só consigo lembrar todas as coisas boas que vivemos juntos.— Antony, vamos deixar o passado no passado. tudo bem ?—Tem certeza que não quer ir agora até meu quarto no hotel? — O que? Não acredito que está me chamando
Antony não desconfiou de nada e Antonella optou por não contar o que fizera, mais um não vindo de Beatriz e ele se sentiria pior do que já estava se sentindo. Ela sabia que o amor quando se é arrancado do peito a força, demora a passar, mas um dia ele iria superar e a única ajuda que poderia dar era tempo e espaço que ele precisava.Apesar de Beatriz falar que estava bem, Antonella mexeu seus pauzinhos e deu uma forcinha, ela sabia que a jovem não teria muita chance de crescimento, vivendo naquela pequena cidade. Ela pagou uma bolsa de estudos fora do país para Beatriz e pediu para que um dos funcionários da faculdade entrassem em contato com Beatriz, dizendo que eles haviam acompanhado sua história e de Antony, além de lerem algumas de suas matérias que foram publicadas, e que gostariam de investir em sua carreira. Claro que ela aceitou, um de seus sonhos era se formar e se tornar uma boa profissional, para isso ela nem pensou duas vezes. A bolsa foi ofertada em Amsterdam, em uma da
Os primeiros dias longe de Beatriz foram cruéis. Antony passou de um garanhão safado, para um apaixonado abandonado. A bebida passou a ser sua única companhia na maioria das noites. Sua tia o via cada vez mais deprimido, ele estava infeliz e ela queria muita fazer alguma coisa para ajudar. Decidida, ela contratou um detetive para encontrar o paradeiro da jovem. Dias se passaram e nada, nenhuma pista de onde ela estava, enquanto isso Antony se afogava cada vez mais em um buraco. — Querido, já faz mais de mês que Beatriz foi embora e você ainda está assim. — Eu não consigo sair dessa fossa. A tristeza que habita em mim, decidiu ficar e não vai mais embora. — Meu filho, a vida não acaba só porque se perde um amor. Você precisa reagir, sair, se divertir. — Não vejo mais diversão em nada. E esta garrafa aqui é minha melhor companhia. Disse ele, levantando sua garrafa de whisky ao alto. — Acha que Beatriz ficaria feliz em te ver assim? — Acho que Beatriz está feliz. Eu fui o erro de
As horas custavam passar, o relógio parecia estar quebrado e Beatriz estava angustiada a cada segundo de espera. Algumas horas depois, ja proximo do amanhecer, Antony apareceu rastejando, se encostando nas paredes:— Antony, o que aconteceu? Está bêbado?— Be-a-triz! Ele mal conseguia formular uma palavra de tão bêbado que estava.— Querido, venha . Vou te colocar para dormir.— Não! Ele gritou.— Vamos, você precisa descansar.— Não! Não quero que me to-quee.— O quê?— Tudo isso é cul-cul-pa sua!— O que está dizendo?— Perdi a diretoria da empresa do me-meu pai e tudo porque me apaixonei por você..Por você... Uma… uma…— Uma o que ? Fala!— Eu fui humilhado, fora todos os olhares tortos no escritório. Ele soluçava.— Eu fui expulsa da faculdade, à base de xingamentos. E você está reclamando de olhares?— Onde eu estava com a cabeça, quando resolvi me meter nessa história toda? Meu Deus! Coloquei uma mulher de rua dentro da minha casa, no meio da minha família, amigos e veja t





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