A cama range levemente quando me aproximo, mas Matteo nem levanta o olhar de imediato. Ele está sentado à beira dela, apenas de cueca, o tronco inclinado para frente, concentrado em limpar o próprio machucado na mão. O pano branco já está manchado de vermelho.
Por algum motivo, aquela cena me aperta o peito mais do que tudo o que vi hoje.
— Deixa eu — digo baixo, antes mesmo de pensar.
Ele hesita por um segundo. Só um. Então afrouxa os dedos e me entrega o pano, como se aquela rendição fosse