O apartamento está em silêncio quando a porta se fecha atrás de nós. Um silêncio pesado, espesso, que parece grudar na pele.
Matteo não diz uma palavra.
Ele me guia pelo corredor com a mão firme na minha cintura, como se tivesse medo de que eu desmoronasse a qualquer segundo. Cada passo é calculado, contido. Não há pressa — há controle. Sempre há.
Quando chegamos ao quarto, ele me conduz até a cama e me ajuda a sentar com um cuidado quase contraditório ao homem que, minutos atrás, empunha