Seguro a taça de vinho com as duas mãos, mais para ter algo onde me apoiar do que por vontade real de beber. O líquido rubro reflete as luzes quentes do salão, cintilando a cada pequeno movimento meu. À minha frente, a festa beneficente segue seu curso elegante: risadas calculadas, vestidos longos, ternos caros e conversas que parecem sempre ter uma segunda camada.
Meu olhar, no entanto, está longe dali.
Matteo está do outro lado do salão, cercado por aqueles mesmos homens. Eles conversam e