A dor vem antes do som.
Um ardor agudo rasga meu braço e o grito escapa de mim sem que eu consiga impedir. É alto, cru, desesperado. Meu corpo se curva para a frente por instinto, os olhos ardendo de lágrimas enquanto a sensação queima como fogo vivo sob a pele.
— Assez. — a voz do don soa calma demais. — Vamos tentar de novo.
Meu braço pulsa. Cada batida do meu coração parece concentrada exatamente ali.
— Quem são os colaboradores de Matteo De Luca? — ele pergunta, agora sem qualquer vestígio