A dor vem antes da memória.
É como se alguém estivesse apertando minha cabeça por dentro, um peso pulsante que me faz gemer baixo. Abro os olhos devagar, a visão turva, o estômago embrulhado. O teto não é o da minha antiga casa… nem o quarto que eu lembrava de ter visto antes de tudo escurecer.
O acidente.
A palavra surge junto com um enjoo forte.
Levo a mão à testa e sinto um curativo. Só esse gesto já faz meu corpo inteiro protestar. Estou fraca, dolorida, como se tivesse sido atropelada