Antonella Bellini
A noite foi um martírio.
Não dormi um segundo.
As sombras da madrugada dançavam pelas paredes do quarto como presságios. Cada pequeno barulho, cada ranger da madeira, cada ruído abafado do lado de fora me fazia saltar o coração.
A mala já estava meio pronta — sempre esteve, na verdade.
Andava de um lado para o outro em casa, acuada, amendrontada.
Quando Ava chegou, com Pablito aninhado no colo, o vento frio cortando o rosto.
Ela entrou porta a dentro e me olhou como quem já sa