O palácio de Khaled repousava em silêncio, como se cada pedra dourada que o compunha estivesse atenta ao destino que se desenhava naquela noite. Um silêncio ensurdecedor, pesado, que só era rompido pelos soluços frágeis e dolorosos de Samara. Seus passos ecoavam pelo mármore reluzente, cada um deles mais arrastado que o outro, guiados pelas mãos firmes das mulheres que a levavam ao salão da purificação.
Os olhos de Samara, inchados pelo choro incessante, refletiam o pavor de quem sabia que cami