23. Peões em movimento
Acordei com o silêncio. Um silêncio estranho, pesado, diferente da rotina barulhenta da mansão da Rabbit. Normalmente, eu esbarrava em Lara no corredor — tropeçando nos próprios pés, carregando uma xícara de café mal equilibrada ou pedindo desculpas por ocupar espaço. Mas naquela manhã, nada. Nem sombra dela.
Vesti o robe de seda e caminhei até a copa. O aroma do café recém-passado misturava-se com o perfume do carpete e o leve cheiro de tinta das paredes recém-pintadas do corredor. Peguei uma