A madeira do chalé estalava ao redor deles, como se o próprio lugar sentisse o peso do que estava prestes a ser revelado. Halley permanecia em silêncio, de pé junto à lareira, braços cruzados, como quem se resguardava de uma lembrança que ainda queimava. Theo e Eleanor sentaram-se no pequeno sofá, com o envelope queimado entre eles, o papel amarelado reluzindo sob a luz tímida do lampião a óleo.
Eleanor o abriu com cuidado, como se receasse ferir ainda mais o passado que continha.
Dentro, havia