No dia seguinte, a mansão Demirkan parecia respirar alívio, mas sob a superfície ainda pairava uma tensão densa, como fumaça que se recusa a dissipar. Ayla estava no quarto de Caio, sentada na beirada da cama, observando o filho brincar com um carrinho que Felipe trouxera na noite anterior. O menino parecia mais leve, o rostinho limpo e corado, mas os olhinhos carregavam uma sombra que Ayla reconhecia muito bem, o medo que ainda não havia ido embora por completo.
A porta se abriu devagar e Luna entrou, os olhos imediatamente buscando Caio. Ela havia chegado cedo, quase sem avisar, trazendo uma sacola com doces e um livro de colorir. Mesmo tendo ouvido que o menino estava bem, precisava vê-lo com os próprios olhos, tocar nele, abraçá-lo. Só assim acreditaria de verdade.
— Meu amor... — Luna sussurrou, a voz embargada ao se aproximar. Ela se ajoelhou ao lado da cama e abriu os braços.
Caio largou o carrinho e correu para ela, jogando-se no colo da “tia bonita”. Luna o apertou contra o p