Tudo estava escuro.
Não era apenas ausência de luz, era uma escuridão espessa, viva, que parecia pressionar o corpo de Anton por todos os lados. Ele abriu os olhos de repente, puxando o ar com dificuldade, o peito ardendo como se tivesse sido esmagado. Cada respiração doía, estava tonto e mal conseguia ver um palmo a sua frente.
Estava amarrado.
Os pulsos presos acima da cabeça, cordas grossas mordendo a pele, as pernas imobilizadas. O corpo inteiro latejava, músculos rígidos, costelas doloridas, o gosto metálico de sangue seco ainda presente na boca.
— Porra… — murmurou, a voz rouca demais até para seus próprios ouvidos.
Dentro dele, algo se mexeu.
“Estamos vivos.” A voz veio arrastada, cansada, ferida.
— Elariel… — Anton fechou os olhos por um segundo, tentando se conectar melhor com seu lobo.
“Machucados, muito machucados.” O lobo rosnou baixo, irritado. “Mas não quebrados.”
Anton puxou as cordas instintivamente, testando os nós. Elas não cederam nem um centímetro.
— Onde diabos e