O caminho de volta para a alcateia pareceu mais longo do que de costume.
Liana estava sentada no banco de trás do carro preto, as mãos entrelaçadas no colo, os olhos fixos na paisagem que passava pela janela sem realmente enxergar nada. A floresta corria ao redor, densa, silenciosa demais, como se guardasse segredos que se recusavam a vir à tona.
Anton estava desaparecido.
A palavra ecoava na cabeça dela, insistente, incômoda.
Ela não queria se importar, não devia se importar.
Ele era o cara mal que matava, destruía, ameaçava… Não devia se preocupar com ele, certo?
Mas se importava.
O ruivo irritante, perigoso, provocador… o homem que a puxara para um beco e a deixara com mais perguntas do que respostas havia simplesmente sumido. E por mais que Liana dissesse a si mesma que aquilo não era problema dela, algo no fundo do estômago se revirava de preocupação.
E de dúvida.
Será que foi Dante? Será que ele seria capaz disso… Dar um fim no proprio irmão?
A ideia a fazia estremecer.
Algo diz