A casa na floresta estava mergulhada em silêncio.
Anton permanecia sentado à mesa de madeira escura, os cotovelos apoiados na superfície áspera, os dedos entrelaçados à frente do rosto. A iluminação era fraca, vinda apenas de uma lâmpada pendurada no teto, projetando sombras longas pelas paredes antigas. Apesar de meio velho e pouco iluminado, dava para ver que já foi uma bela casa, um lugar que, quando era bem mais jovem e menos rancoroso, ele pensou em transformar numa casa só sua e… de Celeste.
Sacudiu a cabeça mandando para longe qualquer lembrança daquela maldita.
À sua frente, espalhados de forma organizada demais para serem casuais, estavam os papéis.
Fotos.
Relatórios.
Nomes.
O rosto de Liana aparecia em várias imagens: andando pela rua, sentada num banco de praça, saindo da padaria, rindo com Babi, distraída, humana demais para imaginar o que se movia ao redor dela.
Anton observava cada foto como se estivesse tentando decorar algo precioso.
Ao lado dela, outras imagens.
Amé