O quarto de hóspedes estava silencioso demais.
Liana estava sentada na beira da cama grande, as costas apoiadas na cabeceira, o corpo ainda tenso demais para relaxar. Kian permanecia grudado nela como se tivesse medo de que, se soltasse, ela desapareceria outra vez. As perninhas do menino estavam enroscadas nas dela, a cabeça apoiada em seu ombro, os dedos pequenos segurando o tecido da blusa como uma âncora.
Babi estava parada no meio do quarto.
Imóvel.
O olhar rodava pelo ambiente como se procurasse câmeras escondidas, alguém que surgisse rindo e dissesse que tudo aquilo era uma pegadinha de mau gosto.
— Tá… — ela começou, passando a mão pelos cabelos, andando de um lado pro outro. — Tá, me explica agora. Porque se eu não entender o que tá acontecendo nos próximos trinta segundos, eu vou surtar de vez.
Liana respirou fundo.
Kian se mexeu no colo dela e ergueu o rosto curioso.
— Titia… — ele disse, apontando para Babi. — Quem é essa outra moça?
Liana suavizou o toque, passando a mão