A casa era afastada demais do mundo.
Madeira escura, janelas altas e grandes, uma fortaleza meio gótica perdida na mata, luz fraca. O tipo de lugar que parecia existir apenas para guardar segredos que não podiam circular à luz do dia. Anton estava parado diante do espelho do banheiro, o corpo inclinado para frente, uma das mãos apoiada na pia enquanto a outra passava um pano úmido pela boca.
Ainda havia sangue seco no canto dos lábios, ele cuspiu na pia e passou o pano com mais força, os olhos