O quarto era pequeno demais para tantos pensamentos.
Liana estava sentada na beira da cama estreita, o corpo inclinado em direção à única janela do lugar. Lá embaixo, o cheiro de pão fresco subia da padaria, era um cheiro de normalidade, de rotina, de vida seguindo em frente.
Ela suspirou pesado.
O céu estava cinza naquela manhã, uma névoa leve pairando sobre a rua estreita. Pessoas iam e vinham, algumas carregando sacolas, outras falando ao celular, todas com destinos definidos.
Diferente del