Arthur escolheu uma sexta-feira para apresentar o que já era óbvio só para nós dois.
— É uma festa beneficente — explicou, na varanda, com o sol se pondo atrás dele como se até o céu quisesse emoldurar aquele momento. — Pro hospital infantil. Vai ter imprensa, empresários, filantropia e gente que adora fofocar.
— E por que eu preciso ir?
— Porque eu não quero mais que digam que você é “a babá que mora na ala dos hóspedes”. Quero que digam: “Essa é Mauren. A mulher do Arthur.”
Meu coração deu um