Depois do encontro com Isabela no parque, o mundo não parou, mas algo dentro de mim, sim. Como se, de repente, eu tivesse percebido que não quero proteger só a Sophia, quero proteger o Arthur também.
Ele mudou. Não de forma gritante, mas na maneira como seus olhos me encontram antes de dizer bom dia, na forma como ele deixa o café esfriar na xícara só pra esperar eu sentar à mesa, no jeito como não se afasta mais quando nossos braços se roçam na varanda.
Naquela noite, depois que contei tudo, cada passo de Isabela, cada palavra sussurrada, o sorriso que parecia mais uma promessa do que uma ameaça, ele me abraçou e não soltou.
Ficamos ali, na entrada da mansão, com o vento da noite soprando suave e o coração do outro batendo como resposta.
Não era mais chefe e babá. Eram dois corpos cansados encontrando abrigo no mesmo porto.
Na manhã seguinte, acordei com uma estranha leveza no peito, como se, mesmo com o medo ainda presente, algo novo tivesse começado a crescer.
Sophia estava mais qu