O convite para ir ao shopping veio da Sophia em um sábado ensolarado.
— Papai disse que posso escolher um brinquedo novo! — ela anunciou, pulando na minha cama às sete da manhã. — E você vai comigo, né, Mauren? Por favor?
Arthur havia autorizado, com a condição de que Larissa nos acompanhasse — “só de longe”, ele insistira, “para não sufocar”. Eu sabia que era menos sobre proteção e mais sobre o trauma do desaparecimento da mãe. Um fantasma que ainda assombrava a todos. — Tá bom — concordei, esfregando o sono dos olhos. — Mas a gente combina: você não vai pedir tudo o que ver pela frente.
— Só um brinquedo. E um sorvete. E talvez uma roupa nova pro Mingau.
— Mingau não usa roupa, Sophia.
— Ele vai usar se eu quiser! — ela riu, e eu não tive coração para discutir.
Vestimos roupas simples: eu fui com meu jeans desbotado e blusa básica; ela, com um vestido azul rodado. Larissa nos esperava na entrada, de óculos escuros e postura neutra, mas com um leve sorriso quando viu a animação da me