Capítulo 9

Aconteceu na terça-feira, enquanto eu estava brincando com a Sophia no quarto dela.

Ninguém esperava que elas viriam como furacão, com salto alto, perfume caro e olhos cheios de veneno.

Foi dona Cida quem me avisou, ofegante e quase sem voz, me chamando na porta do quarto:

— Mauren! Corre! A sogra do patrão e aquela megera da cunhada dele invadiram a casa! Tá um Deus-nos-acuda!

— Mas... e a segurança?

— Elas empurraram o Jorge, driblaram a Larissa! Disseram que “não precisam de autorização para entrar na casa da família delas”!

Corri como se o chão fosse pegar fogo.

— Elas estão na biblioteca. O Arthur está lá. Mas... — ela me olhou apreensiva — não deixe a Sophia ouvir.

— Fica aqui com ela que eu vou direto para lá.

Quando abri a porta da biblioteca, o som chegou como um soco no peito.

— ISSO É UM ABSURDO, ARTHUR! — gritava uma voz aguda, que eu reconheci na hora: Valentina.

— Dar poderes legais a uma empregada? Uma mulher que nem formação tem?

— Ela não é empregada — respondeu Arth
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