O escritório estava silencioso.
Silencioso demais pra quantidade de coisas que estavam prestes a acontecer.
Eu encarei a tela do notebook por alguns segundos.
Números.
Nomes.
Transferências.
Provas.
Tudo ali.
Tudo finalmente fazendo sentido… do pior jeito possível.
Passei a mão pelo rosto devagar.
Respirei fundo.
— Isso é grande — Miguel disse, apoiado na mesa, braços cruzados.
Eu assenti.
— Grande demais pra ignorar.
Ele me observou por um segundo.
— E perigoso demais pra fazer