O ar do lado de fora parecia diferente.
Mais leve.
Ou talvez… fosse eu.
A porta da delegacia se fechou atrás de nós com um som seco.
Definitivo.
Eu parei por um segundo na calçada.
Respirei fundo.
O peito ainda subia e descia mais rápido do que o normal.
Mas não era desespero.
Não era medo.
Era… descarga.
Como se tudo que eu segurei por tanto tempo tivesse finalmente encontrado saída.
Arthur parou ao meu lado.
Silencioso.
Mas presente.
Sempre presente.
— Ei… — a voz dele veio baixa.
Virei o ros