capítulo 68

A luz da manhã entrou devagar pelas cortinas.

Suave.

Quase tímida.

Eu acordei aos poucos.

Sem susto.

Sem aquele aperto imediato no peito que costumava vir junto com a consciência.

Por um segundo…

eu só senti.

O calor ao meu lado.

O peso de um braço sobre a minha cintura.

Arthur.

Virei o rosto devagar.

Ele ainda dormia.

A respiração calma.

O rosto relaxado.

Sem o peso.

Sem a tensão constante que parecia fazer parte dele.

Ali… ele parecia só um homem.

Não algué
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