A luz da manhã entrou devagar pelas cortinas.
Suave.
Quase tímida.
Eu acordei aos poucos.
Sem susto.
Sem aquele aperto imediato no peito que costumava vir junto com a consciência.
Por um segundo…
eu só senti.
O calor ao meu lado.
O peso de um braço sobre a minha cintura.
Arthur.
Virei o rosto devagar.
Ele ainda dormia.
A respiração calma.
O rosto relaxado.
Sem o peso.
Sem a tensão constante que parecia fazer parte dele.
Ali… ele parecia só um homem.
Não algué