O tribunal começou a esvaziar devagar.
As vozes ainda estavam ali.
Baixas.
Misturadas.
Mas já distantes.
Como se tudo aquilo… já não me alcançasse da mesma forma.
Eu fiquei parada por alguns segundos.
Sem me mexer.
Sem falar.
Só… sentindo.
O peso.
E, ao mesmo tempo…
o alívio.
Não era leve.
Não era simples.
Mas era real.
Arthur ainda segurava minha mão.
Firme.
Quente.
Presente.
E eu apertei de volta.
Porque agora… eu podia.
Respirei fundo.
E quando levantei o olhar…
eu vi.
Juliana.
Parada a algu