Eu nunca tive medo de ficar sozinha. O orfanato me ensinou que a solidão era normal. O que eu temia…era ser encontrada.Porque, antes de eu voltar para aquele lugar, ele segurou meu braço com tanta força que deixou marcas.E sussurrou no meu ouvido... — Eu vou esperar você crescer… e vou terminar o que comecei.Eu tinha doze anos. E, naquele dia, eu entendi que o inferno era real… e usava terno e um sorriso doce. Eu fui adotada aos doze anos e, no começo, Ricardo e sua esposa, Rafaela, eram as pessoas mais amáveis possíveis. Faziam de tudo por mim.Mas, depois de seis meses, Ricardo começou discretamente a dar em cima de mim. E eu não disse nada. Por respeito à Rafaela, que era uma mulher boa… amorosa… que cuidava de mim como se eu fosse filha dela. E também por medo de voltar para aquele inferno que era o orfanato. Até que um dia ele voltou mais cedo do trabalho. Ele sabia que eu não teria aula naquela tarde. Assim que abriu a porta, gritou meu nome: — Alice! M
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