Francesco
Nova York fede.
Fede a pretensão, a dinheiro sujo, a arrogância disfarçada de tradição. Eu cheguei ali achando que ainda era alguém. Mas fui tratado como o que sou para eles: um nada. Um cão de guarda sem nome.
Sentado na ponta da mesa, espremido entre dois brutamontes, eu mal conseguia respirar. Os olhos do Don Marino — aquele bastardo que se acha rei porque comanda três bairros e meia dúzia de políticos corruptos — me cravavam como se eu fosse uma piada.
— “Então você vem da Itá