Victorio
O uísque descia queimando, mas a sensação era quase prazerosa. Victorio apoiava o cotovelo na bancada do bar decadente, iluminado por letreiros de néon trêmulos e frequentado por homens perigosos e mulheres que já tinham visto demais. O cigarro entre seus dedos queimava lentamente, soltando uma espiral de fumaça que se dissolvia no ar carregado de promessas quebradas.
Ele olhava fixamente para o fundo do copo, a mente longe dali — ou talvez perto demais. O rosto de Giulia invadia sua