ARIEL MACEY
Passamos as duas horas seguintes construindo, demolindo e reconstruindo.
O som da porta da frente se abrindo quebrou o transe.
— Cheguei!
Dante.
O som da voz dele fez meu estômago revirar. Luna levantou num pulo, abandonando o castelo sem olhar para trás.
— Papai!
Ela correu para ele e me levantei mais devagar, alisando a camiseta, tentando compor minha expressão.
Dante estava agachado, recebendo o abraço de Luna. Ele parecia menos cansado do que de costume. Havia uma energia vibrante nele, uma aura de vitória.
Ele beijou a cabeça de Luna e se levantou quando me viu.
— Querida pode pegar uma água para o papai. — Luna acenou e saiu correndo.
Os olhos dele se fixaram nos meus. E, como sempre, o mundo ao redor pareceu desaparecer.
— Oi — ele disse, suavemente.
— Oi — respondi.
Ele caminhou até mim e parou na minha frente. Ele olhou para os lados, verificando se estávamos "sozinhos", e então me puxou pela cintura, envolvendo-me num abraço apertado.