ARIEL MACEY
Caminhei pelo corredor da ala de cardiologia da Vigneto Care com o coração mais leve do que estivera em semanas. O médico tinha acabado de sair do quarto, com a prancheta debaixo do braço e um sorriso profissional no rosto.
"— Os exames estão excelentes, Srta. Macey. A resposta dela ao novo tratamento foi além das nossas expectativas. Se ela continuar evoluindo assim, poderemos dar alta em trinta dias."
Trinta dias. Um mês.
Entrei no quarto. Minha avó estava assistindo a um programa de culinária, parecendo corada e viva.
— Um mês, vó! — exclamei, sentando na beira da cama e segurando a mão dela. — Só mais um mês.
— Eu ouvi, querida. — Ela apertou meus dedos, os olhos brilhando. — Já estou sonhando com comida de verdade. Esse purê de hospital ultimamente tem gosto de reboco.
Ri, beijando a mão dela.
— Prometo que a primeira coisa que faremos será um banquete. Lasanha, carne... tudo o que você quiser.
Ficamos conversando por mais uma hora, planejando o futu