ARIEL MACEY
A sexta-feira chegou.
O dia tinha passado como uma contagem regressiva silenciosa para a minha traição. Enquanto o sol se punha sobre Seattle, transformando o céu em um tom de hematoma, a mansão Velasquez entrava em um ritmo diferente, onde Dante se preparava para o papel de sua vida.
Eu estava no quarto de Luna, ajudando-a a montar um quebra-cabeça de mil peças de uma floresta encantada, mas minha mente estava dois andares abaixo, visualizando o caminho até o escritório.
— Ariel?
A voz grave veio da porta, fazendo meu coração disparar.
Virei-me.
Dante estava encostado no batente. E, meu Deus, a visão era de tirar o fôlego e partir o coração ao mesmo tempo.
Ele vestia um smoking preto feito sob medida, abraçando seus ombros largos e a cintura estreita com perfeição. A camisa era branca e a gravata borboleta preta estava alinhada. Ele parecia um príncipe, ou talvez o vilão mais bonito de todos os contos de fadas.
Luna largou a peça do quebra-cabeça e corre