ARIEL MACEY
— Você é louco?! — sibilei, aproximando-me, mas mantendo uma distância de segurança. — O que está fazendo aqui? Se o Dante te vir...
— Dante está muito ocupado brincando de papai do ano para notar qualquer coisa que não seja o próprio umbigo. — Henrico respondeu, virando-se para mim. Ele tirou os óculos escuros, revelando aqueles olhos verdes frios e letais. — E você pareceu bem confortável nesse papel de "mamãe postiça", Ariel. Quase me enganou.
— Eu estou fazendo o meu trabalho — retruquei, cruzando os braços. — Criar confiança. Estar perto. Foi o que você mandou.
— Foi. E você está fazendo maravilhosamente bem. Talvez bem demais. — Ele deu um passo na minha direção. — Vi como ele tocou sua bochecha. Como ele olha para você. Ele está caidinho, não está? Que patético.
— O que você quer, Henrico? Eu disse que precisava de tempo para o cofre.
— O tempo acabou, querida. — A voz dele endureceu. — A oportunidade perfeita surgiu.
— Oportunidade?
— O Baile de Ga