ARIEL MACEY
— Feche a porta, Ariel. — Obedeci mecanicamente. — Aproxime-se.
Dei dois passos vacilantes e parei no meio do tapete, a uma distância segura, ou o que eu achava que era segura.
— Eu... eu prefiro ficar aqui — comecei, minha voz saindo mais fina do que eu planejei. Limpei a garganta. — Só vim dizer que isso não é apropriado, Sr. Velasquez. Eu pensei muito sobre o que aconteceu no escritório e... nós não podemos. Eu preciso desse emprego. Preciso focar na Luna. E o senhor... o senhor é meu chefe.
Dante não disse nada. Ele apenas colocou o copo sobre a lareira e começou a caminhar na minha direção.
— Você veio até aqui para me dizer que não quer? — ele perguntou, parando a centímetros de mim.
— Sim. Exatamente.
— Interessante. — Os olhos dele desceram pelo meu corpo, demorando-se nas minhas pernas nuas, subindo pela camiseta branca fina. — Sua boca diz "não", Ariel. Mas você veio ao meu quarto no meio da noite.
— Vim para evitar que o senhor fosse ao meu! — de