ARIEL MACEY
Não houve aviso, nem preliminares, nem aquele momento de hesitação onde um pergunta silenciosamente se o outro quer.
Quando Dante tomou minha boca, ele não pediu permissão. Foi como uma colisão violenta de planetas que orbitavam em direções opostas. Os lábios dele eram firmes, quentes e tinham o gosto inconfundível do carvalho defumado do Macallan, misturado com algo puramente masculino e perigoso.
Minha mente, enevoada pelo álcool, tentou gritar um protesto fraco lá no fundo.